quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Coluna do Rock - Jornal Tribuna dos Mananciais 19/08/2010
Coluna do Rock
Horário eleitoral tem inicio
A partir de agora teremos a oportunidade de ouvir e observar muito bem as propostas dos candidatos à vários cargos eletivos e, decidir em qual deles devemos confiar quatro anos de mandato e representação, nos diversos projetos que movimentam o nosso país, o nosso estado e o nosso município. Como decidir entre as inúmeras propostas? Neste momento aparecerão vários “Salvadores da Pátria”. Não vamos nos enganar, trocar nosso voto, nossa dignidade, por qualquer que seja o beneficio próprio, devemos analisar muito bem e seguir a nossa consciência, pensar muito sério na representatividade do nosso município, do nosso estado e do nosso país.
À hora da decisão
Chegou a nossa vez, agora vamos retribuir à altura, sem magoa, rancor ou revanchismo, devemos analisar aqueles que há quatro anos, nos prometeram e fizeram, aquele que prometeu, sumiu e não fez, aquele que prometeu e não teve a oportunidade de cumprir pois, não foi eleito, aquele que está procurando sua primeira oportunidade enfim, diversos cenários se apresentam, é preciso ter muito critério e responsabilidade afinal, será com a sua e com a minha decisão, que teremos a oportunidade de mudar o rumo das políticas publicas , ou manter o que aí está.
E a polemica do transporte escolar?
Em se tratando de política, vale tudo? É isto que está acontecendo no atual cenário, uma verdadeira queda de braços, onde quem sai perdendo é a comunidade que faz uso deste serviço de suma importância. Felizmente ficou só na ameaça e o serviço permanecerá, ao menos por enquanto.
Piraquara está endividada, com problemas nas finanças?
Não é o que parece, pelo menos no legislativo municipal, vários cargos foram criados e salários foram aumentador vertiginosamente pela lei 1072/2010 de 12 de julho de 2010. Agora o Diretor Geral da Casa de Leis CC-I a receberá como salário R$ 6.700,00, os Chefes de Gabinetes dos Vereadores CC-II (que são dez), receberão não menos que R$ 4.750,00. Outros cargos foram criados como: Assessor da Vice Presidência, Assessor da 1ª Secretaria, Assessor da 2ª Secretaria, todos CC-III, com salários de R$ 1.300,00. Mas o que mais me chamou a atenção, foi o fato de que a publicação tenha sido direcionada ao Imprensa Oficial do Estado, onde passa quase desapercebida. Porque não foi divulgada em nossos jornais? Isto seria um segredo? Por quê? Perguntar ofende? Detalhes você consegue neste endereço http://www.leismunicipais.com.br/cgi-local/showingimg.pl?a=a&number=1072&year=2010&typ=o&city=Piraquara&state=PR&est=>,
Visitem o blog do Rock
rockvalmir.blogspot.com, deixe lá sua opinião e ou sugestão!
Horário eleitoral tem inicio
A partir de agora teremos a oportunidade de ouvir e observar muito bem as propostas dos candidatos à vários cargos eletivos e, decidir em qual deles devemos confiar quatro anos de mandato e representação, nos diversos projetos que movimentam o nosso país, o nosso estado e o nosso município. Como decidir entre as inúmeras propostas? Neste momento aparecerão vários “Salvadores da Pátria”. Não vamos nos enganar, trocar nosso voto, nossa dignidade, por qualquer que seja o beneficio próprio, devemos analisar muito bem e seguir a nossa consciência, pensar muito sério na representatividade do nosso município, do nosso estado e do nosso país.
À hora da decisão
Chegou a nossa vez, agora vamos retribuir à altura, sem magoa, rancor ou revanchismo, devemos analisar aqueles que há quatro anos, nos prometeram e fizeram, aquele que prometeu, sumiu e não fez, aquele que prometeu e não teve a oportunidade de cumprir pois, não foi eleito, aquele que está procurando sua primeira oportunidade enfim, diversos cenários se apresentam, é preciso ter muito critério e responsabilidade afinal, será com a sua e com a minha decisão, que teremos a oportunidade de mudar o rumo das políticas publicas , ou manter o que aí está.
E a polemica do transporte escolar?
Em se tratando de política, vale tudo? É isto que está acontecendo no atual cenário, uma verdadeira queda de braços, onde quem sai perdendo é a comunidade que faz uso deste serviço de suma importância. Felizmente ficou só na ameaça e o serviço permanecerá, ao menos por enquanto.
Piraquara está endividada, com problemas nas finanças?
Não é o que parece, pelo menos no legislativo municipal, vários cargos foram criados e salários foram aumentador vertiginosamente pela lei 1072/2010 de 12 de julho de 2010. Agora o Diretor Geral da Casa de Leis CC-I a receberá como salário R$ 6.700,00, os Chefes de Gabinetes dos Vereadores CC-II (que são dez), receberão não menos que R$ 4.750,00. Outros cargos foram criados como: Assessor da Vice Presidência, Assessor da 1ª Secretaria, Assessor da 2ª Secretaria, todos CC-III, com salários de R$ 1.300,00. Mas o que mais me chamou a atenção, foi o fato de que a publicação tenha sido direcionada ao Imprensa Oficial do Estado, onde passa quase desapercebida. Porque não foi divulgada em nossos jornais? Isto seria um segredo? Por quê? Perguntar ofende? Detalhes você consegue neste endereço http://www.leismunicipais.com.br/cgi-local/showingimg.pl?a=a&number=1072&year=2010&typ=o&city=Piraquara&state=PR&est=>,
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sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Vereadores fazem turismo com o nosso dinheiro
Qualquer semelhança com a cidade de Piraquara não é mera coincidencia!
Vereadores fazem turismo com o nosso dinheiro
Vereadores fazem turismo com o nosso dinheiro
Os bastidores da reportagem sobre a farra dos vereadores
Vale a pena conferir, é muita cara de pau, é vergonhoso! E em Piraquara, isto acontece?
Os bastidores da reportagem sobre a farra dos vereadores
Os bastidores da reportagem sobre a farra dos vereadores
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
PEC dos Mananciais é aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa
10/08/2010 PEC dos Mananciais é aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa
Com a unanimidade dos 46 deputados estaduais presentes, a Assembleia Legislativa do Paraná aprovou, em primeira discussão, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Mananciais (proposição 032/10), nesta terça-feira (10). De autoria do presidente da Casa, deputado Nelson Justus (DEM), a PEC irá beneficiar os municípios com restrições ao desenvolvimento sócio-econômico e limitações ambientais por possuírem mananciais de água potável, que abastecem outros municípios.
Terão direito a compensação financeira as cidades com área de preservação ambiental superior a 75% de seu território. Para o prefeito de Piraquara, Gabriel Jorge Samaha (Gabão) (PPS), município beneficiado, este é um grande avanço para a cidade que é responsável por abastecer 50% da população de Curitiba e região metropolitana. "Piraquara está no centro do debate ambiental. Após muita luta, conquistamos o reconhecimento, por oferecer água de qualidade, e também um instrumento jurídico importante da Constituição Estadual", ressaltou o prefeito.
Ainda segundo ele, a partir de agora o município, que hoje tem uma das menores arrecadações da região metropolitana, terá uma alternativa para encontrar o equilíbrio financeiro. "Enquanto, Araucária e São José dos Pinhais, por exemplo, recebem muito para poluir (grandes geradores de ISS e ICMS) nós só queremos o justo para preservar. Sabemos que agora estamos no caminho certo, agora é Lei", disse o prefeito.
Conforme informações do presidente do Legislativo, esta PEC será levada para a segunda votação (por formalidade da Casa) e redação final, sendo promulgada já nas próximas semanas. "Esta PEC é fruto do trabalho que começou com o próprio prefeito Gabão e que irá beneficiar não só Piraquara, mas todos os municípios do Paraná que sofrem com restrições ambientais para o desenvolvimento econômico. Com certeza, um grande avanço para todos", avaliou Justus.
Compensação
Conforme prevê a PEC dos Mananciais, os recursos da compensação deverão ser integralizados diretamente aos municípios pelas concessionárias de serviços públicos cuja a atividade se beneficie das restrições. A proporção será de 10% do valor do metro cúbico de água extraída do manancial ou bacia hidrográfica e de 10% do valor da tonelada de lixo depositada, no caso de aterros sanitários, também inclusos nesta PEC.
Foto: Frans Rodrigues
Com a unanimidade dos 46 deputados estaduais presentes, a Assembleia Legislativa do Paraná aprovou, em primeira discussão, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Mananciais (proposição 032/10), nesta terça-feira (10). De autoria do presidente da Casa, deputado Nelson Justus (DEM), a PEC irá beneficiar os municípios com restrições ao desenvolvimento sócio-econômico e limitações ambientais por possuírem mananciais de água potável, que abastecem outros municípios.
Terão direito a compensação financeira as cidades com área de preservação ambiental superior a 75% de seu território. Para o prefeito de Piraquara, Gabriel Jorge Samaha (Gabão) (PPS), município beneficiado, este é um grande avanço para a cidade que é responsável por abastecer 50% da população de Curitiba e região metropolitana. "Piraquara está no centro do debate ambiental. Após muita luta, conquistamos o reconhecimento, por oferecer água de qualidade, e também um instrumento jurídico importante da Constituição Estadual", ressaltou o prefeito.
Ainda segundo ele, a partir de agora o município, que hoje tem uma das menores arrecadações da região metropolitana, terá uma alternativa para encontrar o equilíbrio financeiro. "Enquanto, Araucária e São José dos Pinhais, por exemplo, recebem muito para poluir (grandes geradores de ISS e ICMS) nós só queremos o justo para preservar. Sabemos que agora estamos no caminho certo, agora é Lei", disse o prefeito.
Conforme informações do presidente do Legislativo, esta PEC será levada para a segunda votação (por formalidade da Casa) e redação final, sendo promulgada já nas próximas semanas. "Esta PEC é fruto do trabalho que começou com o próprio prefeito Gabão e que irá beneficiar não só Piraquara, mas todos os municípios do Paraná que sofrem com restrições ambientais para o desenvolvimento econômico. Com certeza, um grande avanço para todos", avaliou Justus.
Compensação
Conforme prevê a PEC dos Mananciais, os recursos da compensação deverão ser integralizados diretamente aos municípios pelas concessionárias de serviços públicos cuja a atividade se beneficie das restrições. A proporção será de 10% do valor do metro cúbico de água extraída do manancial ou bacia hidrográfica e de 10% do valor da tonelada de lixo depositada, no caso de aterros sanitários, também inclusos nesta PEC.
Foto: Frans RodriguesAssessoria de Comunicação
Gheysa Padilha – DRT-PR 6076
(41) 3673-8558 ou 8805-6851
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Piraquara em busca do progresso!
Alemã Häfele vai instalar fábrica no Paraná
Quarta-feira, 4 de Agosto de 2010 – 11:45 hs
Clayton Netz, O Estado de S.Paulo
A Häfele, fabricante alemã de ferragens para móveis, vai investir US$ 25 milhões na construção de uma fábrica em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba, com inauguração prevista para 2011. Dona de um faturamento mundial de 1 bilhão, a Häfele espera uma receita de R$ 60 milhões em 2010 com a operação de sua subsidiária brasileira, chegando a R$ 100 milhões em cinco anos. Presente no País desde 1998 com a importação de seus produtos, a Häfele quer, com a fábrica, diminuir o impacto do câmbio em suas operações. De seu portfólio de 60 mil itens, cerca de 500, especialmente dobradiças e conectores, serão produzidos no País.
Essa será a primeira unidade produtiva da Häfele instalada fora da Europa – a empresa tem outras cinco fábricas, quatro delas na Alemanha e uma na Hungria. A fábrica brasileira, além de atender ao mercado local, deve exportar para os países do Mercosul. “Estamos baseados no sudoeste alemão, mesma região da Bosch e da Porsche, que é um berço de empresas internacionalizadas”, afirma Sibylle Thierer, presidente mundial da Häfele. “Escolhemos o Brasil porque o mercado de construção do País não para de crescer.”
Quarta-feira, 4 de Agosto de 2010 – 11:45 hs
Clayton Netz, O Estado de S.Paulo
A Häfele, fabricante alemã de ferragens para móveis, vai investir US$ 25 milhões na construção de uma fábrica em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba, com inauguração prevista para 2011. Dona de um faturamento mundial de 1 bilhão, a Häfele espera uma receita de R$ 60 milhões em 2010 com a operação de sua subsidiária brasileira, chegando a R$ 100 milhões em cinco anos. Presente no País desde 1998 com a importação de seus produtos, a Häfele quer, com a fábrica, diminuir o impacto do câmbio em suas operações. De seu portfólio de 60 mil itens, cerca de 500, especialmente dobradiças e conectores, serão produzidos no País.
Essa será a primeira unidade produtiva da Häfele instalada fora da Europa – a empresa tem outras cinco fábricas, quatro delas na Alemanha e uma na Hungria. A fábrica brasileira, além de atender ao mercado local, deve exportar para os países do Mercosul. “Estamos baseados no sudoeste alemão, mesma região da Bosch e da Porsche, que é um berço de empresas internacionalizadas”, afirma Sibylle Thierer, presidente mundial da Häfele. “Escolhemos o Brasil porque o mercado de construção do País não para de crescer.”
Sibylle Thierer, presidente mundial da Häfele.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Patrimônio de deputados cresce em média 150% em quatro anos
Dos 72 parlamentares federais e estaduais paranaenses que disputarão as eleições ao Legislativo, 55 enriqueceram desde 2006. Em um caso, aumento foi de 3.250%
27/07/2010
00:10
Guilherme Voitch e Bruna Maestri Walter
Fonte de renda
Candidatos mais ricos são empresários
Os deputados mais ricos que concorrem a novos mandatos possuem outras fontes de renda e não vivem exclusivamente da política. O deputado federal Marcelo Almeida (PMDB), candidato mais rico do Paraná e o segundo do Brasil, é sócio do grupo empresarial CR Almeida.
Marcelo Almeida declarou ter patrimônio de R$ 683,3 milhões, que incluem participações na empresa da família, sete apartamentos, oito veículos, entre outros bens. Em 2006, o candidato declarou possuir R$ 86,7 milhões em bens – o que significa que teve um aumento de 688% no valor de seus bens.
Almeida explica que o aumento patrimonial se deve à morte do pai dele e à herança que recebeu.
Na segunda posição entre os candidatos paranaenses mais ricos está o deputado federal Alfredo Kaefer (PSDB), empresário do setor de agronegócio. Ele é seguido por Wilson Picler (PDT), deputado federal e mantenedor do Grupo Educacional Uninter.
Kaefer declarou ter R$ 95,7 milhões em bens. Considerado o nono candidato mais rico do país, Kaefer é fundador do Grupo Diplomata, que inclui frigoríficos e supermercados, entre outras empresas. Já Picler aparece tem R$ 23 milhões em bens.
Curiosidade
Parlamentar declara trator por 1 centavo
A declaração de bens do deputado estadual Plauto Miró (DEM) é uma das mais completas entre os parlamentares paranaenses. Miró prestou conta de 278 bens, somando um patrimônio total de R$ 3 milhões. Nas últimas eleições, em 2006, foram apenas 34 bens, que somavam R$ 1,7 milhão.
O detalhe da declaração do parlamentar fica por conta dos mais de 100 bens avaliados em um centavo. Entre os itens que valeriam apenas um centavo estão uma picape Ford modelo F 350, 50% de dois tratores John Deere 6615 e uma carreta graneleira JAM, modelo Tanker 10.000.
Segundo Miró, a lista de seus bens seguiu o que foi informado em sua declaração de Imposto de Renda. “Para não ter problemas, fiz uma declaração muito completa, incluindo realmente tudo que estaria em meu nome”, diz o parlamentar.
De acordo com ele, o valor de um centavo se explica pela depreciação dos produtos. “Eles vão perdendo o valor.
A própria Receita diz isso. Depois de cinco anos de uso, praticamente não têm valor.” Esse é um mecanismo contábil muito usado por empresas.
Os 72 deputados estaduais e federais do Paraná que disputam vagas na Assembleia Legislativa do Paraná e na Câmara Federal tiveram um aumento médio de 150% no seu patrimônio entre 2006 e 2010. As declarações de bens dos candidatos disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que 55 parlamentares enriqueceram durante o mandado, com aumentos de até 3.520% – caso do deputado federal Wilson Picler (PDT). Apenas 17 parlamentares declararam diminuição no valor dos bens. A maior queda foi a do deputado federal Odílio Balbinotti (PMDB). Ele viu seu patrimônio diminuir 87% em quatro anos.
O fato de um candidato ter muito dinheiro ou aumentar seus bens de forma exponencial não representa nenhuma irregularidade, até porque muitos parlamentares possuem outras fontes de renda, que não o salário de deputado. O próprio Picler é um empresário do setor de educação e só assumiu uma vaga na Câmara em 2009, no lugar do atual prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT).
Picler explica que o aumento foi fruto de compra de ações, em 2008, do Centro Integrado de Educação, Ciência e Tecnologia (Cenect), mantenedora do Grupo Uninter de educação. Ele ficou como sócio único da empresa e, até entrada de novo sócio, diz ter feito redistribuição dos lucros. “Foi feita redistribuição de lucro e a empresa está me devendo esse valor”, explica o deputado.
No entanto, a média de crescimento de 150% em um período em que o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro não passou de 50% desde 2006 e os investimentos de renda fixa mais rentáveis ficaram na casa dos 10% anuais mostra que a classe política é, do ponto de vista econômico, uma casta diferenciada da maioria da população.
“Alguém que viva única e exclusivamente da política e apresenta variação acima da média das aplicações financeiras é uma coisa que foge ao comum. Ninguém enriquece da noite para o dia”, diz José Guilherme Vieira, professor de economia financeira da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Herança
O segundo parlamentar que mais enriqueceu em quatro anos foi o deputado estadual Fabio Camargo (PTB), que declarou ter patrimônio de R$ 64,6 mil em 2006 e de R$ 763,4 mil neste ano – variação de 1.082%. O candidato afirma que a variação se deve a uma herança obtida com o falecimento da mãe. “Na eleição de prefeito houve a mesma indagação e não tenho nada a esconder”, diz o deputado.
Já outros 17 deputados que concorrem a novos mandatos no Legislativo tiveram variação negativa de patrimônio. O deputado federal Odílio Balbinotti (PMDB) teve queda patrimonial de 87% em quatro anos. A assessoria de imprensa do candidato explica que ele transferiu bens, na maioria fazendas, para os dois filhos e a esposa, em uma espécie de pagamento de herança ainda em vida.
A segunda maior queda patrimonial desde 2006, de acordo com os dados divulgados pelo TSE, foi a do primeiro-secretário da Assembleia do Paraná, deputado Alexandre Curi (PMDB). O patrimônio dele, em quatro anos, caiu 67%, passando de R$ 4,9 milhões em 2006 para R$ 1,6 milhão em 2010.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br/votoconsciente/conteudo.phtml?id=1029143
27/07/2010
00:10
Guilherme Voitch e Bruna Maestri Walter
Fonte de renda
Candidatos mais ricos são empresários
Os deputados mais ricos que concorrem a novos mandatos possuem outras fontes de renda e não vivem exclusivamente da política. O deputado federal Marcelo Almeida (PMDB), candidato mais rico do Paraná e o segundo do Brasil, é sócio do grupo empresarial CR Almeida.
Marcelo Almeida declarou ter patrimônio de R$ 683,3 milhões, que incluem participações na empresa da família, sete apartamentos, oito veículos, entre outros bens. Em 2006, o candidato declarou possuir R$ 86,7 milhões em bens – o que significa que teve um aumento de 688% no valor de seus bens.
Almeida explica que o aumento patrimonial se deve à morte do pai dele e à herança que recebeu.
Na segunda posição entre os candidatos paranaenses mais ricos está o deputado federal Alfredo Kaefer (PSDB), empresário do setor de agronegócio. Ele é seguido por Wilson Picler (PDT), deputado federal e mantenedor do Grupo Educacional Uninter.
Kaefer declarou ter R$ 95,7 milhões em bens. Considerado o nono candidato mais rico do país, Kaefer é fundador do Grupo Diplomata, que inclui frigoríficos e supermercados, entre outras empresas. Já Picler aparece tem R$ 23 milhões em bens.
Curiosidade
Parlamentar declara trator por 1 centavo
A declaração de bens do deputado estadual Plauto Miró (DEM) é uma das mais completas entre os parlamentares paranaenses. Miró prestou conta de 278 bens, somando um patrimônio total de R$ 3 milhões. Nas últimas eleições, em 2006, foram apenas 34 bens, que somavam R$ 1,7 milhão.
O detalhe da declaração do parlamentar fica por conta dos mais de 100 bens avaliados em um centavo. Entre os itens que valeriam apenas um centavo estão uma picape Ford modelo F 350, 50% de dois tratores John Deere 6615 e uma carreta graneleira JAM, modelo Tanker 10.000.
Segundo Miró, a lista de seus bens seguiu o que foi informado em sua declaração de Imposto de Renda. “Para não ter problemas, fiz uma declaração muito completa, incluindo realmente tudo que estaria em meu nome”, diz o parlamentar.
De acordo com ele, o valor de um centavo se explica pela depreciação dos produtos. “Eles vão perdendo o valor.
A própria Receita diz isso. Depois de cinco anos de uso, praticamente não têm valor.” Esse é um mecanismo contábil muito usado por empresas.
Os 72 deputados estaduais e federais do Paraná que disputam vagas na Assembleia Legislativa do Paraná e na Câmara Federal tiveram um aumento médio de 150% no seu patrimônio entre 2006 e 2010. As declarações de bens dos candidatos disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que 55 parlamentares enriqueceram durante o mandado, com aumentos de até 3.520% – caso do deputado federal Wilson Picler (PDT). Apenas 17 parlamentares declararam diminuição no valor dos bens. A maior queda foi a do deputado federal Odílio Balbinotti (PMDB). Ele viu seu patrimônio diminuir 87% em quatro anos.
O fato de um candidato ter muito dinheiro ou aumentar seus bens de forma exponencial não representa nenhuma irregularidade, até porque muitos parlamentares possuem outras fontes de renda, que não o salário de deputado. O próprio Picler é um empresário do setor de educação e só assumiu uma vaga na Câmara em 2009, no lugar do atual prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT).
Picler explica que o aumento foi fruto de compra de ações, em 2008, do Centro Integrado de Educação, Ciência e Tecnologia (Cenect), mantenedora do Grupo Uninter de educação. Ele ficou como sócio único da empresa e, até entrada de novo sócio, diz ter feito redistribuição dos lucros. “Foi feita redistribuição de lucro e a empresa está me devendo esse valor”, explica o deputado.
No entanto, a média de crescimento de 150% em um período em que o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro não passou de 50% desde 2006 e os investimentos de renda fixa mais rentáveis ficaram na casa dos 10% anuais mostra que a classe política é, do ponto de vista econômico, uma casta diferenciada da maioria da população.
“Alguém que viva única e exclusivamente da política e apresenta variação acima da média das aplicações financeiras é uma coisa que foge ao comum. Ninguém enriquece da noite para o dia”, diz José Guilherme Vieira, professor de economia financeira da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Herança
O segundo parlamentar que mais enriqueceu em quatro anos foi o deputado estadual Fabio Camargo (PTB), que declarou ter patrimônio de R$ 64,6 mil em 2006 e de R$ 763,4 mil neste ano – variação de 1.082%. O candidato afirma que a variação se deve a uma herança obtida com o falecimento da mãe. “Na eleição de prefeito houve a mesma indagação e não tenho nada a esconder”, diz o deputado.
Já outros 17 deputados que concorrem a novos mandatos no Legislativo tiveram variação negativa de patrimônio. O deputado federal Odílio Balbinotti (PMDB) teve queda patrimonial de 87% em quatro anos. A assessoria de imprensa do candidato explica que ele transferiu bens, na maioria fazendas, para os dois filhos e a esposa, em uma espécie de pagamento de herança ainda em vida.
A segunda maior queda patrimonial desde 2006, de acordo com os dados divulgados pelo TSE, foi a do primeiro-secretário da Assembleia do Paraná, deputado Alexandre Curi (PMDB). O patrimônio dele, em quatro anos, caiu 67%, passando de R$ 4,9 milhões em 2006 para R$ 1,6 milhão em 2010.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br/votoconsciente/conteudo.phtml?id=1029143