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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Coluna do Rock - Jornal Tribuna dos Mananciais 29/07/2010

Parabéns


Felicito o meu amigo Ademir Jess, ex Vereador, e Prefeito da cidade de Piraquara, que no dia 27 deste, comemorou idade nova. A este querido amigo, muito sucesso e prosperidade, que Deus, continue abençoando sua vida bem como a de seus familiares.



Vila Militar abandonada

Estive no ultimo final de semana visitando amigos na Vila Militar, me surpreendi com o estado em que as ruas se encontram. Em conversa com varias lideranças do bairro, pude observar toda a indignação e decepção estampadas em seus olhares, amigos, que por força dos compromissos do dia-a-dia, não via há tempos, me relataram o descaso do poder publico para com aquela comunidade. Alguma coisa precisa ser feita e com a máxima urgência! Pergunto-me, onde estão os políticos que por ocasião das eleições próximas passada, estiveram por diversas oportunidades, prometendo cuidar do bairro e que tudo seria maravilhoso? A resposta é simples, desapareceram. Reflitam meus amigos, pois como ratazanas, já estão a espreita para novamente alimentar sua ganância política e enganar novamente essa comunidade, com promessas e com muita mentira, pensem bem antes de confiar em aventureiros de ocasião!

Vila Vicente Macedo

Novamente na tela da RPC, a comunidade da Vila Macedo, mais uma vez está órfã, a população está se sentindo completamente abandonada por seus representantes legalmente constituídos, políticos que mexeram com a esperança dos moradores, não aparecem sequer para dar explicações, o mínimo esperado. O que está acontecendo? Sou morador deste bairro há vinte e seis anos e fico muito triste e até decepcionado com o que está acontecendo, ou melhor, com o que não está acontecendo. Tenho visto políticos com o patrimônio próprio crescendo a cada dia, pessoas no poder ficando ricos e a população sofrendo cada vez mais, não estaria na hora do Ministério Publico, dar uma passadinha por Piraquara? Aproveitar a Policia Federal, que está na Assembléia Legislativa do Paraná, e abrir uma investigação séria em nossa cidade? Perguntar não ofende!



Perguntar ofende?

Quanto passará ganhar de salário, o Chefe de Gabinete de Vereadores da cidade de Piraquara? A comunidade ficará sabendo da votação em sessão extraordinária, para o aumento dos salários desses servidores?

Esta é a real situação

Gazeta do Povo
ECONOMIAS MUNICIPAIS

“Dormitórios” acumulam pobreza

Cidades vizinhas a Curitiba sofrem com a combinação de baixa atividade econômica, arrecadação tributária limitada e inchaço populacional

Publicado em 25/07/2010
CRISTINA RIOS

Mais da metade da população de Almirante Tamandaré, cidade localizada a 15 quilômetros de Curitiba, estuda ou trabalha na capital e só volta para casa para dormir. O município sofre com ruas esburacadas, altos índices de violência e com forte dependência dos recursos do governo federal. Cerca de 22% da população sobrevive com até dois salários mínimos e a receita per capita anual é de apenas R$ 302, a menor do país entre as cidades com mais de 80 mil habitantes

A situação de Almirante Tamandaré é um retrato das chamadas cidades-dormitório, que, embora estejam coladas às grandes metrópoles, vivem à sombra do desenvolvimento. Essas “cidades invisíveis”, concentradas principalmente na região metropolitana de Curitiba e no entorno de Londrina e Maringá, encabeçam o ranking de municípios mais pobres do Paraná.

Usadas apenas como dormitório pela população economicamente ativa, sofrem com a combinação de baixa atividade econômica, arrecadação tributária limitada e inchaço populacional. Sem indústrias de grande porte – muitas vezes em função de restrições de ordem ambiental – e com um comércio fraco, elas têm uma receita municipal limitada, o que inibe a capacidade de investimentos.

“As regiões metropolitanas concentram hoje a maior parcela de pobreza do país”, afirma Maria Madalena Franca Garcia, presidente do Fórum Nacional de Entidades Metropolitanas. “São cidades onde há o maior déficit habitacional e de emprego e que são marcadas pelo grande número de invasões, pelas más condições de infra-estrutura, falta de saneamento, educação e saúde ”, diz.

No Paraná, a situação é especialmente grave nos municípios vizinhos de Curitiba, que vêm absorvendo a população da capital que está indo morar mais distante. Entre os nove municípios que fazem divisa com a capital, cinco deles são cidades-dormitório. Nelas, a riqueza por habitante está bem abaixo da média do estado, que é de R$ 15,7 mil.

A cidade de Piraquara tem a menor renda per capita do estado – com R$ 4.423 – quase cinco vezes inferior à de Curitiba, que é de R$ 21 mil. Mais da metade da população percorre cerca de 22 quilômetros para trabalhar ou estudar na capital, segundo o prefeito, Gabriel Samaha. “Quando volta, essa população já foi ao supermercado, à farmácia, ao prestador de serviço em Curitiba. Ou seja, a renda obtida na capital circula lá mesmo. A população migra, mas a riqueza não”, diz.

Segundo a geógrafa Rosa Moura, pesquisadora do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) e da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedu), esse fenômeno tem reflexo na baixa receita de arrecadação tributária desses municípios, que em geral dependem fortemente das transferências do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para fechar suas contas.

Em Almirante Tamandaré, a maior parte da receita vêm do FPM, que representa 36% do total. Cerca de 60% da população vai à capital todos os dias. Segundo o prefeito, Vilson Goinski, a arrecadação de tributos é baixa, especialmente de IPTU. “Metade dos proprietários de imóveis não paga o IPTU. A maioria porque não tem condições financeiras mesmo”, afirma Goinski. Da receita total de R$ 65 milhões, o imposto representa apenas 2,92%. O Imposto sobre Serviços, que serve para medir a atividade econômica, participa com apenas 3,85%. De acordo com Goinski, a receita anual do IPTU – de R$ 1,9 milhão – não é suficiente para pagar um mês da folha de pagamento municipal (R$ 2 milhões). Mesmo em municípios que nos últimos anos diversificaram sua economia, como Colombo, o FPM é a principal fonte de recursos. A secretária da Fazenda da cidade, Maria Amélia Camargo, lembra que o FPM representa 23% da receita, de R$ 165 milhões. De acordo com ela, 30% da população da cidade vai diariamente para Curitiba.

Crise

De acordo com as prefeituras, a queda dos repasses do FPM em função da crise econômica em 2008 agravou ainda mais o quadro financeiro das cidades, o que levou a corte de gastos e investimentos.

No ano passado, o FPM representou 32,6% das receitas de Campo Magro, a 19 quilômetros da capital. De acordo com o secretário de Indústria, Comér¬cio e Turismo, Pedro Norberto Grebogy, cerca de 90% da área da cidade é destinada a preservação ambiental, o que impede a instalação de grandes indústrias. “Para driblar essa dependência, o nosso objetivo é tentar estimular o empreendedorismo entre a população para a criação de pequenas e microempresas e estimular o turismo”, afirma.

REGIÃO METROPOLITANA

Curitiba exporta moradores para a região metropolitana

Publicado em 25/07/2010

A alta dos preços dos imóveis em Curitiba começa a provocar uma nova onda de migração de famílias para a região metropolitana. Em busca de um custo de vida menor, alguns moradores da capital estão trocando a cidade por Fazenda Rio Grande, Piraquara e Almirante Tamandaré.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que a população da RMC aumentará em 500 mil pessoas a cada dez anos, passando dos atuais 3 milhões para 3,5 milhões em 2020. Dos novos habitantes, estima-se que 350 mil vem por migração e 150 mil por nascimento.

O movimento já é sentido por algumas construtoras e prefeituras. “São casais jovens, de 25 anos a 32 anos, que não encontram oportunidades em Curitiba. Com a valorização do mercado nos últimos dois anos, está muito dificil encontrar apartamentos novos na faixa de R$ 95 mil”, diz Eurico Borges dos Reis, diretor da construtora Conceito e Moradia.

A empresa tem vários empreendimentos em Almirante Tamandaré, todos voltados para o programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida. “Pelo menos 90% dos novos moradores dos imóveis são de Curitiba”, diz ele.

O gerente administrativo Khalil Adnan Khalil, de 34 anos, e a filha, Aline, de 12 anos, trocaram Curitiba por Almirante Tamandaré há cerca de um ano. Ele comprou o imóvel, por cerca de R$ 100 mil, no limite com o bairro de Santa Felicidade. “Aqui tem mais sossego”, diz. Além da tranquilidade, o valor do IPTU também é mais em conta. “Levei um susto. Vou pagar, no ano, 10% do que pagaria em Curitiba”, afirma. Apesar de morar em Almirante Tamandaré, Khalil trabalha e faz suas compras na capital. “Se for para ir ao supermercado ou shopping center, eu vou para Curitiba.

Aluguel mais barato

O pesquisador Francisco da Rosa, de 50 anos, se mudou para Almirante Tamandaré há dois meses com a esposa e o filho de 5 anos e se diz arrependido. “Foi uma questão econômica. O aluguel aqui é metade do cobrado no bairro onde eu morava (Boa Vista), mas eu levo muito tempo para chegar ao trabalho. Uma opção seria usar o carro, mas o estacionamento é caro. Tenho que pegar dois ônibus lotados para ir e voltar todos os dias”, diz ele, que no início da noite da última terça-feira esperava o ônibus alimentador no terminal Cachoeira, o mais movimentado em Almirante Tamandaré. Cerca de 60 mil habitantes do município, de um total de 97 mil, usam diariamente os dois terminais que fazem a integração com o sistema de transporte de Curitiba.

O prefeito de Piraquara, Gabriel Samaha, estima que 3 mil famílias se mudaram de Curitiba para o município nos últimos dois anos. “Tivemos uma ideia do problema no início do ano, com o volume de cadastros de novos alunos no ensino fundamental. Esperávamos 1,2 mil novos alunos. Apareceram 3 mil”, diz.

O secretário de Indústria, Comércio e Turismo de Campo Magro, Pedro Norberto Grebogy, afirma que a maior parte dos novos moradores da cidade vêm de Curitiba. “As pessoas estão trocando a capital por locais mais baratos, mas como menos infraestrutura” afirma. Metade da população trabalha em Curitiba, grande parte em restaurantes de Santa Felicidade, no limite com Campo Magro.





INTERIOR

Empregos estão concentrados nos municípios maiores

Em alguns casos, até metade da população economicamente ativa de uma cidade se desloca para o polo regional, todos os dias

Publicado em 25/07/2010
CRISTINA RIOS - COLABORARAM THIAGO RAMARI, JORNAL DE MARINGÁ ON-LINE; DANIEL COSTA, JORNAL DE LONDRINA; E LUIZ CARLOS DA CRUZ, CORRESPONDENTE EM CASCAVEL

A maior oferta de emprego vem fazendo com que um grande número de pessoas do interior procure melhores oportunidades de trabalho em cidades maiores, como Maringá e Londrina. Em Sarandi, 20 mil pessoas percorrem diariamente cerca de dez quilômetros até Maringá para trabalhar ou estudar. O dado, levantado pelo Observatório das Metrópoles, ligado à Uni¬ver¬sidade Estadual de Maringá (UEM), corresponde a 50% da população economicamente ativa do município. Desse total, 90% vão a trabalho.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Tra¬ba¬lho e Emprego mostram um contraste no ritmo de geração de vagas entre os dois municípios. Enquanto Maringá obteve um saldo de 434 empregos com carteira assinada em junho, em Sarandi esse volume foi quatro vezes menor (93 novas vagas). A coordenadora do Observatório, Ana Lúcia Rodrigues, diz que a proximidade faz com que, além de trabalhar, os moradores optem por fazer as compras em Maringá. “Essa característica faz com que a economia de Sarandi continue fragilizada”, explica. Para ela, a predileção pelo comércio de Maringá, que oferece mais opções, impede a expansão da economia da cidade-dormitório. O prefeito de Sarandi, Carlos Alberto de Paula Junior, discorda dessa avaliação. Segundo ele, os moradores têm optado cada vez mais por consumir em Sarandi, pois o comércio está em crescimento.

A assessoria de imprensa da prefeitura de Sarandi estima que a população tenha aumentado em 13 mil nos últimos cinco anos, em parte por causa da migração de pessoas em busca de um valor menor dos terrenos e das residências. “As pessoas comentam muito sobre a criminalidade, mas o índice é bem menor que o de outras cidades”, diz o prefeito. Neste ano, 24 pessoas foram assassinadas em Sarandi.

Com aproximadamente 11,6 mil habitantes, Jataizinho, a 25 quilômetros de Londrina, vê diariamente centenas de moradores deixarem a cidade para trabalhar e estudar nas cidades vizinhas. O principal destino é Londrina, mas alguns profissionais também trabalham em Ibiporã, localizada entre os dois municípios.

Um exemplo é o de Patrícia Lino, 34 anos. Funcionária de uma concessionária de motocicletas, ela procurou em Londrina melhores oportunidades profissionais. Todos os dias, Patrícia deixa a casa dos pais e em 30 minutos percorre, de carro, aproximadamente 30 quilômetros para chegar ao emprego. “Até pensei em morar em Londrina, mas o custo de vida é muito alto. Sem contar que a cidade é violenta. Em Jataizinho encontro a tranquilidade para criar meus filhos (uma menina de 16 anos e um garoto de 10)”, conta. O chefe de gabinete do município, Dirceu Antunes, diz que estão sendo estudadas formas de fixar a população na cidade, como a criação de leis incentivando a instalação de indústrias.

Em Santa Tereza do Oeste, o movimento se repete, principalmente em direção aos frigoríficos de Cascavel. Aos 61 anos, a auxiliar de produção Irene do Vale Ianoski, mesmo aposentada, não deixou de trabalhar e fazer o trajeto de aproximadamente 18 quilômetros entre Santa Tereza e Cascavel. Há 17 anos ela trabalha em um frigorífico, nunca pensou em sair de Santa Tereza e continua trabalhando. “Tenho a minha casinha aqui, que eu comprei da prefeitura. Para mim está bom. Tem ônibus contratado pela empresa que leva e traz do serviço”, diz. O secretário de Indústria e Co¬¬mér¬cio de Santa Tereza, Luiz Carlos Dias, afirma que o número de pessoas que fazem esse trajeto reduziu nos últimos anos com o incentivo à industrialização no município.

Estagnação

Baixo nível de consumo inibe comércio

O comércio é um dos setores que mais sofre com a migração da população das cidades-dormitório. Nos dias úteis, o movimento costuma ser fraco e só melhora, em geral, no fim de semana, mas surge outro problema: o baixo poder de compra da população.

“A população é pobre, então o consumo também é pequeno”, diz Adinis Colodel, presidente da Associação Comercial, Industrial e de Agropecuária de Almirante Tamandaré, na região de Curitiba, e proprietário de uma loja de material de construção. Além disso, falta mão de obra qualificada para atuar no próprio comércio. Os vendedores e atendentes mais preprados vão trabalhar em outras cidades em busca de melhores salários. Segundo Colodel, o salário pago pelo comércio da cidade é 20% inferior ao de Curitiba. Segundo ele, o comércio da cidade, embora tenha crescido nos últimos anos, ainda tem muito que se desenvolver. “Não dá para comparar. Aqui não temos nenhuma grande rede de supermercado e nem de farmácia. O comércio de material de construção, por exemplo, não consegue vender como os da capital. Nossos produtos têm menor valor agregado e as lojas não têm fôlego para conceder prazos longos para pagamento”, acrescenta.

Dono de uma papelaria em Jataizinho, na região de Londrina, João Pinto Filho, 61 anos, afirma que o comércio da cidade está “estagnado”. Segundo ele, os comerciantes não encontram motivação para investir, pois sabem que a concorrência com Londrina é muito grande. “O comércio no grande centro é mais dinâmico”, afirma.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Vila Macedo

Matéria exibida no dia 26/07/2010, pela Rede Glogo de Televisão, em seu telejornal, Parané TV 2ª Edição.




sexta-feira, 23 de julho de 2010